ainda maquinando.


eu vos desafio.
terça-feira, 15 janeiro, 2008, 11:01
Arquivado em: assuntos aleatórios.

Em minhas férias houve alguns transtornos que a atrapalharam. Em contrapartida, grandes descobertas também surgiram. Lugares tão próximos e tão tranqüilos de se passear, e, a descoberta maior: Jogos de Tabuleiro.

Pois bem, eu já joguei muito na minha vida, sei, por exemplo, jogar gamão (o que não é algo comum para quem tem 22 anos, como não era para quem tinha 16 anos, quando aprendi). Porém, alguns jogos são mais marcantes, principalmente aqueles que desafiam nosso conhecimento, como Master, Perfil e Scrabble; como também aqueles que propõem um conflito de nervos entre os participantes, como War. Apesar de jogar muito, ainda não tinha conseguido plantar essa sementinha na namorada. Fiz esse serviço nas férias, ela tem gostado e se mostrado cada vez mais competitiva.

Já joguei contra pessoas totalmente sem emoção na mesa. Sei lá, às vezes esse modo de jogar dá resultado, mas não tem a mesma graça. Gosto dos fanfarrões. Cito como exemplo um amigo que entoa cantos de torcida, pula e grita. Dá uma raiva vê-lo fazendo isso, pior ainda quando ganha. Também não gosto daqueles que na sede pela vitória, roubam e/ou inventam regras a seu favor. Pode manipular, conversar, tentar convencer, mas ganhar roubando é feio.

É bom encarnar esse espírito de competição no tabuleiro. Eu acho muito melhor fazer uma jogada homérica, uma provocação sarcástica, do que simplesmente ganhar o jogo calado. Quando se consegue provocar e ganhar, é ainda melhor. Eu não consigo imaginar: War sem pactos, intrigas, palpites e conversas atravessadas; Scrabbles sem a balançada no saquinho para apressar o oponente ou uma risada sarcástica quando se vai fazer muitos pontos numa jogada; a cara de desespero do adversário quando ele pega ‘gueto’ ou ‘tchaikovsky’ para desenhar no Imagem & Ação.

Ao mesmo tempo que se provoca, dá-se a liberdade de ser provocado. E, ao mesmo tempo que essa é uma postagem expositiva, também serve para clamar por adversários. Pode perder, posso perder, mas certeza que passaremos bons momentos juntos.

Vou passar a andar com um baralho no bolso.

foto por Mary Sathler.

2 Comentários até o momento
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aff…pois eu sou como seu amigo! jogo valendo a vida, xingo, fico irritando com comentários do tipo “lá vai o time dos sonhos”, “isso, vcs tem que tentar vencer, mesmo que seja impossível”…enfim..pra infernizar e fazer um belo jogo psicológico! Ainda mais que sempre saí com objetivos bem toscos no WAR: quem quer conquistar Oceania? …Aff, só saía com objetivos desse nipe!
Mas por outro lado, aprendi bastante geografia: Sumatra, Dudinka (esse pra mim era o melhor – não sei o que ele é hj!)

Bjo

*aguardo ansiosamente o filme do Pelé! =P

Comentário por lévia da yakusa

Ah, os bons jogos de tabuleiro… Poxa, é nessas horas que lamento que não moremos na mesma cidade. Eu e minha namorada adoramos jogar jogos de tabulero. Há dois anos adquirimos o Imagem & Ação 2 juntos (pois o 1, todo mundo já manjava), mas volta e meia não conseguimos arrumar gente para jogar conosco..

Ela também tem uma versão de Banco Imobiliario dos Simpsons que é jóia, além do master e perfil (da qual cada um tem sua categoria especialidade, e se desespera quando tem que responder sobre “coisas cientificas” por exemplo) e eu tenho um Scrable de 1960, com peças de madeira.. muito bom. Somos fãs de jogos de tabuleiro. E de todas essas sensações descritas por ti que vem no pacote! =D

Comentário por Carlos




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